Roazes espreitaram no Sado novo barco que os vai vigiar

A ASA foi adquirida pela Tróia-Natura e vai ser usada pelo ICNF

Os roazes do Sado mostraram-se ontem para ‘abençoar’ o baptismo de mar da nova embarcação que está agora ao dispor das equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para monitorizar e investigar aqueles animais.

Adquirida pela Tróia-Natura para funcionar nas mãos do ICNF, a embarcação ASA passeou um pouco pelo estuário com vários responsáveis a bordo, entre os quais Pedro Bruno, administrador da Tróia-Natura, Nuno Banza, presidente do ICNF e João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e da Ordenação do Território.

Antes do passeio, Pedro Bruno admitiu que “os roazes do Sado são, sem dúvida, uma das principais atracções da península de Tróia”, acrescentando que “desde o arranque do projecto turístico” existe a convicção de que “o património natural e cultural de Tróia e da área envolvente” é a “maior riqueza” do local.

Nuno Banza, presidente do ICNF, disse que esta nova aquisição cria “melhores condições” para que a “função do Estado” seja exercida de maneira a “manter o equilíbrio entre os interesses directos dos operadores e os interesses gerais da população, que são os interesses da conservação da natureza”.

“Todas as medidas que permitam aumentar a capacidade do Estado de acompanhar e intervir através dos vigilantes, dos técnicos superiores e dos outros investigadores que acompanham a vida no rio, ou no estuário, são objectivamente ganhos para toda a gente”, disse ainda.

A representação governamental ficou a cargo de João Paulo Catarino que, questionado por O SETUBALENSE, frisou que este “reforço de meios materiais, que será complementado com meios humanos”, é uma “aposta clara do Governo” para as referidas áreas protegidas e, “no caso concreto”, para Tróia.

“O capital ambiental é hoje um activo diferenciador, até na perspectiva do turismo. Para nós é muito importante este capital natural e que possa ser valorizado, mas para isso temos de criar regras, monitorizar, fiscalizar. Para isso são preciso meios”, acrescentou.
O secretário de Estado regozijou-se ainda com o facto de haver cada vez mais a consciência da população em como a “biodiversidade tem um potencial enorme, não só para a vida humana e sustentável, mas também numa perspectiva turística”.

FONTE: https://www.osetubalense.com